MOMENTOS DE PAIXÃO INTENSO

Se procura um paraíso virgem, por explorar, a ilha do Maio é o seu destino. Localizada na chamada região de Sotavento, oito escassos minutos é o quanto lhe basta para lá chegar de avião, através da capital de Cabo Verde, Praia, na ilha maior, Santiago. Maio, uma ilha pacata, para quem busca um contacto com a natureza no seu estado puro, e gosta de aliar tudo aquilo que o turismo balnear tem para oferecer, “sol e mar”, ao contacto com a cultura e as tradições locais do seu povo.

Esta é a ilha mais plana de Cabo Verde, curiosamente onde planícies desertas se intercalam com a maior área florestal do país e onde a produção de carvão vegetal chegou a ter expressão, enquanto sustento da população local. Entre o mar e as planícies e algumas ribeiras, a pesca, a agricultura e agro-pecuária são as principais fontes de rendimento da população, não podendo por isso deixar de experimentar o queijo, uma garoupa grelhada ou uma lagosta, tudo made in Maio. Tradições, usos e costumes que vale a pena explorar, percorrendo as principais povoações, numa volta à ilha, onde poderá se cruzar com burros ou galinhas do mato, que se atravessam na estrada. 

 

Além da Cidade de Porto Inglês, o centro da ilha, Morro, Calheta, Morrinho, Ribeira D. João, Pai António, Praia Gonçalo, Figueira da Horta, Barreiro, Alcatraz e Pilão Cão, esperam por si. Entre as praias de areia branca e as águas cristalinas, a ilha do Maio convida também ao mergulho ou pesca desportiva. Aqui reside a segunda maior concentração de espécies marinhas de Cabo Verde, a seguir à Boa Vista. O facto de não ter ainda um aeroporto internacional, nem um porto moderno, tem adiado a chegada da modernidade, fazendo com que o turismo seja ainda uma aventura de poucos por estas paragens, mas nem por isso menos convidativo. Bem pelo contrário. Atreva-se a fazer parte dos “poucos” afortunados que têm a sorte de explorar, de perto, os encantos desta ilha.

 

ONDE FICAR

Maio tem alguma oferta de guesthouses residenciais, vilas, hotéis e pensões, sobretudo no centro da cidade e arredores numa oferta diversificada, conforme a sua disponibilidade financeira. Sendo uma ilha onde o turismo está ainda a dar os primeiros passos o ideal é tratar de fazer as reservas antes de lá chegar. Na internet não faltam plataformas de booking.

 

ONDE COMER

Existem vários restaurantes na cidade e até alguns bares de praia, onde poderá desfrutar de uma refeição enquanto comtempla o mar. Ilha piscatória por excelência, bnão faltam pratos tradicionais à base de peixe e mariscos. Mas tendo em contra a tradição agro-pecuária local, as opções de carne serão certamente uma opção em conta. O difícil vai ser escolher.

 

ONDE COMPRAR

Aqui não irá certamente encontrar shoppings ou lojas sofisticadas. Também não é disso que vem à procura. Existem alguns mercados locais onde poderá encontrar artesanato da ilha do Maio e alguns souvenirs. Mas, durante a volta à ilha, em algumas localidades poderá encontrar produtos e recuerdos locais de produção caseira. Exemplo disso é a tapeçaria de Cascabulho o as peças do Centro de Olaria da Calheta.

 

ITINERÁRIO DAS PRAIAS

Grande parte da beleza e encantamento da ilha do Maio reside nas suas praias desertas, algumas longínquas e recônditas. Há exceção da Praia de Bitchi Rotcha, ou do Porto Cais, que se localizam no coração da Cidade de Porto Inglês, todas as outras carecem de alguns cuidados, mesmo a de Ponta Preta que apesar de também ficar perto da cidade está voltada a algum isolamento próprio do cenário inóspito e desértico que compõem todo o charme desta ilha. Esta praia é também muito conhecida pela nidificação de tartarugas, assim como a Praia de Santana. O resto é deixar-se levar e quem sabe apanhar búzios na paradisíaca Praia Gonçalo, a este. O melhor mesmo é dar a volta à ilha, de preferência em grupo ou com um guia e conhecer de perto cada uma das suas praias e surpreender-se a cada instante. Ponta Preta, Porto Cais, Dunas do Morrinho, Calhetinha, Baía da Calheta, Praia Real, Pau Seco, Praia da Lagoa, Praia Gonçalo.